parnasiano, Poesia, soneto
In Poesia on 23/02/2008 at 18:10

Pensava eu ser capaz de escrever
Sonetos com muitas rimas e métrica
Foi muito engraçado perceber
Que esta é uma tarefa bem tétrica
Cá estou eu a contar como procedeu
E, apesar de erros aqui, e lá
Outros acolá, ainda penso que eu
Fiz muito bem, as palavras contar
Não importa muito que ele fique
Como faziam muito antigamente
Que se mantenha apenas um bom pique
Que o finalzinho deste terceto
Concluído levianamente
Não estrague muito este meu soneto
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paradigmas literários, propp
In Paradigma, Prosa, Teoria on 13/02/2008 at 17:07
Vladimir Propp, estruturalista russo, estendeu o Formalismo Russo à narratologia. Em seus estudos, analisou diversos contos de fadas buscando encontrar seus elementos narrativos mais básicos. Propp identificou 7 classes de personagens, divididos segundo sua função nos contos, 6 estágios de evolução da narrativa e 31 funções narrativas para as situações dramáticas do enredo.
Os personagem são divididos segundo sua esfera de ação:
1ª Esfera – O Agressor – o que faz mal;
2ª Esfera – O Doador – o que dá o objeto mágico ao herói;
3ª Esfera – O Auxiliar – que ajuda o herói no seu percurso;
4ª Esfera – A Princesa e o Pai – não tem de ser obrigatoriamente o Rei;
5ª Esfera – O Mandador – aquele que manda;
6ª Esfera – o Herói;
7ª Esfera – o Falso Herói.
Propp concluiu que todos os contos se iniciam com a apresentação de uma Situação Inicial , que não se caracteriza como função, mas é elemento morfológico importante. Após esta situação inicial, o enredo segue o seguinte esquema de funções narrativas:
- DISTANCIAMENTO: um membro da família deixa o lar (o Herói é apresentado);
- PROIBIÇÃO: uma interdição é feita ao Herói (‘não vá lá’, ‘vá a este lugar’);
- INFRAÇÃO: a interdição é violada (o Vilão entra na história);
- INVESTIGAÇÃO: o Vilão faz uma tentativa de aproximação/reconhecimento (ou tenta encontrar os filhos, as jóias, ou a vítima interroga o Vilão);
- DELAÇÃO: o Vilão consegue informação sobre a vítima;
- ARMADILHA: o Vilão tenta enganar a vítima para tomar posse dela ou de seus pertences (ou seus filhos); o Vilão está traiçoeiramente disfarçado para tentar ganhar confiança;
- CONIVÊNCIA: a vítima deixa-se enganar e acaba ajudando o inimigo involuntariamente;
- CULPA: o Vilão causa algum mal a um membro da família do Herói; alternativamente, um membro da família deseja ou sente falta de algo (poção mágica, etc.);
- MEDIAÇÃO: o infortúnio ou a falta chegam ao conhecimento do Herói (ele é enviado a algum lugar, ouve pedidos de ajuda, etc.);
- CONSENSO/CASTIGO: o Herói recebe uma sanção ou punição;
- PARTIDA DO HERÓI: o Herói sai de casa;
- SUBMISSÃO/PROVAÇÃO: o Herói é testado pelo Ajudante, preparado para seu aprendizado ou para receber a magia;
- REAÇÃO: o Herói reage ao teste (falha/passa, realiza algum feito, etc.);
- FORNECIMENTO DE MAGIA: o Herói adqüire magia ou poderes mágicos;
- TRANSFERÊNCIA: o Herói é transferido ou levado para perto do objeto de sua busca;
- CONFRONTO: o Herói e o Vilão se enfrentam em combate direto;
- HERÓI ASSINALADO: ganha uma cicatriz, ou marca, ou ferimento
- VITÓRIA sobre o Antagonista
- REMOÇÃO DO CASTIGO/CULPA: o infortúnio que o Vilão tinha provocado é desfeito;
- RETORNO DO HERÓI: (a maior parte da narrativas termina aqui, mas Propp identifica uma possível continuação)
- PERSEGUIÇÃO: o Herói é perseguido (ou sofre tentativa de assassinato);
- O HERÓI SE SALVA, ou é resgatado da perseguição;
- O HERÓI CHEGA INCÓGNITO EM CASA ou em outro país;
- PRETENSÃO DO FALSO HERÓI, que finge ser o Herói;
- PROVAÇÃO: ao Herói é imposto um dever difícil;
- EXECUÇÃO DO DEVER: o Herói é bem-sucedido;
- RECONHECIMENTO DO HERÓI (pela marca/cicatriz que recebeu);
- o Falso Herói é exposto/desmascarado;
- TRANSFIGURAÇÃO DO HERÓI;
- PUNIÇÃO DO ANTAGONISTA
- NÚPCIAS DO HERÓI: o Herói se casa ou ascende ao trono.
Os contos de fada analisados por Propp não necessariamente continham todos as funções apresentadas acima, mas invariavelmente seguiam o seqüência acima apresentada, isto quer dizer que um conto de fada poderia muito bem apenas conter os itens 3, 7, 8, 11 e 31 da lista.
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Narratologia#Propp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Propp
http://mural.uv.es/vifresal/Propp.htm
insanidade, loucura, Poesia
In Minhas Obras, Poesia on 01/02/2008 at 00:00

Insano
Espírito meu
Do estase
Pela isso
Trocaria não e
Abertos olhos
Tenho pois
Especial sou
Perdeu coração
Seu que o ocultam
Sentimentos seus
que o aceita
Não mente
Sua que o vejo
Olhos loucos
Meus nos
Diferente
É tudo
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