Quem pode estar dizendo
Que não estou sonhando
Que não estou dormindo?
Continuo cantando
Mesmo que o som não saiam de mim
Enquanto a melodia houver
Sei que existirei enfim
Onde a música estiver
Archive for Março 2008
Canto (para Cecília)
In Poesia on 29/03/2008 at 00:00Introdução ao Arquétipo do Herói
In Prosa, Teoria on 13/03/2008 at 14:20O herói é aquele personagem que possui características e valores tidos como um modelo a ser seguido: são honestos, altruístas, generosos, etc. É através dos heróis que a sociedade reproduz tanto valores considerados importantes tanto numa dada época ou região, quanto valores mais universais (como auto-sacrifício pelo bem de todos, a busca da preservação da espécie humana). Mais que isso, os heróis representam a jornada de individualização do ser humano, são uma metáfora da busca humana de auto-conhecimento, mostrando o caminho a ser seguido para que esta busca chegue ao seu destino. Ao longo da história, os heróis aprendem mais sobre si, induzindo os leitores a expandir suas próprias autoconsciências.

Na narrativa, os heróis geralmente são protagonistas, cabendo a eles restaurar o equilíbrio perdido através de uma jornada por redenção e reconstrução do mundo destruído. Um bom modo de criar um personagem herói é baseando-se na Jornada do Herói de Campbell. Dê ao seu herói uma característica única (não super poderes!), que o diferencie das outras pessoas: ele pode ser órfão, morar no meio do mato, possuir uma experiência única sobre algo, etc. O herói tem que ter um conjunto de valores que você considere importante, mas não se esqueça dos defeitos: heróis não são (ou não deveriam ser) perfeitos. Por fim, crie um conflito que o leve numa busca para restaurar o equilíbrio. E ao final da história, faça com que o herói mude, seja a si mesmo, seja ainda a realidade a sua volta.
Arquétipos e a Criação de Personagens
In Prosa, Teoria on 03/03/2008 at 16:33Arquétipo é o termo usado por C.J. Jung para se referir aos modelos inatos presentes no inconsciente coletivo que servem de base para o desenvolvimento da psique humana. Estes modelos nascem da constante repetição de certa experiência, durante muitas gerações, portanto, os arquétipos não se desenvolveriam individualmente, mas seriam herdados, podendo se manifestar de maneira diferente de uma geração para outra. Os arquétipos funcionariam como “imagens primordiais”, símbolos universais, presentes em todas as culturas, que tendem a produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências.
Na literatura, personagens comumente são baseados em arquétipos, na medida em que podem ser interpretados como símbolos que representam uma idéia universal do homem. O uso de personagens-arquétipos torna a história mais aceitável, uma vez que os personagens personificam imagens já presentes na psique do leitor.
Alguns dos Arquétipos Junguianos presentes na literatura são:
O Herói;
O Mentor;
O Guardião;
A Sombra;
O Pícaro;
A Grande-Mãe;
A Criança;
O Si-Mesmo;
O Homem-cósmico;
O Artista-Cientista.
Os arquétipos, normalmente, se encontram caracterizados isoladamente um do outro, mas nada impede que eles se apresentem fundidos num só símbolo, podendo, assim, personagens representarem mais de um arquétipo simultaneamente.
Vamos analisar alguns arquétipos, suas funções na narrativa e algumas dicas na criação de personagens baseadas em arquétipos nos próximos posts.

