Arquétipos e a Criação de Personagens


Arquétipo é o termo usado por C.J. Jung para se referir aos modelos inatos presentes no inconsciente coletivo que servem de base para o desenvolvimento da psique humana. Estes modelos nascem da constante repetição de certa experiência, durante muitas gerações, portanto, os arquétipos não se desenvolveriam individualmente, mas seriam herdados, podendo se manifestar de maneira diferente de uma geração para outra. Os arquétipos funcionariam como “imagens primordiais”, símbolos universais, presentes em todas as culturas, que tendem a produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências.

Na literatura, personagens comumente são baseados em arquétipos, na medida em que podem ser interpretados como símbolos que representam uma idéia universal do homem. O uso de personagens-arquétipos torna a história mais aceitável, uma vez que os personagens personificam imagens já presentes na psique do leitor.

Alguns dos Arquétipos Junguianos presentes na literatura são:

O Herói;
O Mentor;
O Guardião;
A Sombra;
O Pícaro;
A Grande-Mãe;
A Criança;
O Si-Mesmo;
O Homem-cósmico;
O Artista-Cientista.

Os arquétipos, normalmente, se encontram caracterizados isoladamente um do outro, mas nada impede que eles se apresentem fundidos num só símbolo, podendo, assim, personagens representarem mais de um arquétipo simultaneamente.

Vamos analisar alguns arquétipos, suas funções na narrativa e algumas dicas na criação de personagens baseadas em arquétipos nos próximos posts.

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3 opiniões sobre “Arquétipos e a Criação de Personagens

  1. Olá…faz tempo que não comento aqui…mais voltei!
    O seu blog não mudou nada…sempre marvilhoso!
    São tantos peronagens que já foram criados…cada um melhores que os outros!
    Quando venho aqui…estou sempre aprendendo…Não conhecia o termo Arquétipos…muito interessante!

    abraços…

  2. Penso que o que pode ser mais maravilhoso e transcendente é conseguir identificar e encontrar estes mesmos arquétipos, acima mencionados, e muitos outros, em pessoas que me rodeiam e com as quais me relaciono. E isto porque a angustia do eterno mito que está longe, mas que é sempre inalcançável, pode ser nocivo e ter o efeito contrário, por ser como algo que se procura e nunca se encontra. Mas quando existe uma conciliação com esse ” impossível idealizado ” pode haver uma transformação de sentimentos e abarcar essa imagem dentro de nós que por ser o ideal de perfeição contribua assim para tentarmos ser sempre melhores. Por isso o facto de não se materializar como pessoa faz com que a minha imaginação se defina a meu favor que terá de ser sempre para o bem e nunca para o mal. E é isso que é a definição de o bom arquétipo, uma imagem de altos e grandes sentimentos que contribui para que a direcção da alma humana se faça pelos altos valores. O imaginário colectivo é muito demarcado pelos arquétipos que ajudam e contribuem bastante para se contarem as histórias dos povos, daí que haja uma ligação estreita entre a literatura e os arquétipos.

  3. Pingback: Arquétipos animados | Relatividade Alternativa

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